O autonivelante cimentício é uma argamassa de base cimentícia, de alta fluidez, que corrige e nivela a superfície de um piso de concreto em camada fina. Ele pode receber outro revestimento ou ficar como acabamento. No Grupo SPP, é uma das alternativas que saem do diagnóstico, não uma resposta padrão.

Para que serve

Uso O que ele faz
Correção Regulariza um piso de concreto danificado
Base Deixa a superfície pronta para epóxi, PU e outros revestimentos
Camada de sistema Entra como uma das camadas de um sistema multicamadas
Acabamento Fica como superfície final, lisa

A literatura técnica do sistema cita pisos industriais, pátios logísticos, galpões, estacionamentos e escritórios. O nivelamento é um ponto que pesa: o desbaste corrige planicidade, não nivelamento, então um piso fora do nível pode pedir outra conta.

O que a base precisa ter

O autonivelante cobre a superfície, e por isso depende do que está embaixo:

  • Sem problema estrutural. A base deve estar livre de patologias como fissuras, empenamento e recalque.
  • Resistente ao arrancamento. As fichas técnicas costumam pedir ao menos 1,0 MPa.
  • Seca e limpa. Não se aplica sobre base úmida, nem com óleo, graxa, ácido ou outro contaminante que atrapalhe a aderência.
  • De material compatível. Madeira, vinil, metal, fibra de vidro, aglomerado e pintura ficam de fora.

Se a base não atende a isso, o caminho muda antes da escolha do revestimento. O diagnóstico é o que separa os dois casos.

Como é aplicado

  • Abertura dos poros. O preparo é mecânico, com fresadora, politriz ou jato. O preparo químico não é recomendado.
  • Limpeza. As partículas soltas saem por aspiração, seguida de limpeza fina.
  • Primer. Aumenta a aderência e reduz o surgimento de bolhas e imperfeições.
  • Mistura. É mecânica, até ficar homogênea, e não se acrescenta água.
  • Espalhamento. O produto é lançado à mão ou por bomba e espalhado com rodo ou desempenadeira dentada, conforme a espessura.
  • Acabamento. Sapatilhas de prego e rolo fura-bolhas ajudam a adensar e a uniformizar.

A aplicação é contínua, em uma única camada, para garantir o nível de projeto. O trabalho acontece ao abrigo de sol, vento e chuva, e as fichas costumam pedir umidade relativa do ar abaixo de 80%.

O que ele não resolve

  • Causa estrutural. Ele não substitui a correção de um problema na base.
  • Umidade na base. Base úmida impede a aplicação, e a origem da umidade precisa ser tratada antes.
  • Toda exigência de uso. O acabamento final se escolhe pelo manuseio e pela agressão da área.

A liberação também tem etapas: tráfego leve, tráfego pesado e cura final são momentos diferentes, e cada ficha informa os seus.

O que definir antes de especificar

  • Ele será base ou acabamento? A resposta muda o sistema inteiro.
  • Qual é o problema da superfície? Desgaste, irregularidade e defeito estrutural pedem caminhos diferentes.
  • Quanto tempo a área pode ficar parada? A liberação entra no planejamento.
  • O piso existente pode ser recuperado? Às vezes a resposta está em remendo ou recuperação.

Para conhecer os sistemas, veja a página de revestimentos cimentícios. Para avaliar o seu piso, peça o diagnóstico gratuito.