Em câmara fria, o revestimento precisa curar e ganhar resistência em temperatura negativa, muitas vezes sem desligar a câmara. Por isso existem sistemas próprios, de uretano ou de base poliureia, que não seguem a mesma regra dos revestimentos comuns. O Grupo SPP avalia a causa do problema antes de indicar um deles.

O que muda no frio

Os revestimentos comuns costumam ter faixa de aplicação acima de zero e perdem fluidez no frio. Os sistemas para câmara fria são feitos para o contrário: as fichas técnicas consultadas descrevem secagem em temperatura negativa, liberação rápida, absorção de impactos e resistência a ciclos térmicos.

A principal vantagem citada é não precisar desligar a câmara. Para a operação, isso muda a conta do reparo, porque a parada pode ser menor. Cada ficha define a sua faixa de temperatura, e aplicar fora dela prejudica o trabalho, inclusive em temperatura acima da faixa, que encurta o tempo de manuseio.

Como a base é preparada

  • Sem gelo e sem umidade. O produto não vai sobre superfície congelada ou úmida. As fichas consultadas indicam secador ou lança-chamas para o degelo e a secagem.
  • Área protegida. Lonas ajudam a evitar contaminação durante o preparo.
  • Abertura dos poros. O preparo é mecânico, com fresa, jato ou politriz.
  • Canaletas de ancoragem. Entram junto a juntas, ralos, canaletas e rodapés.
  • Resistência da base. As fichas costumam pedir resistência ao arrancamento de ao menos 1,0 MPa, e a base deve estar livre de patologias estruturais.

O preparo geral está em preparo da base antes do revestimento.

Como é aplicado

O tempo de trabalho é curto. Por isso as fichas consultadas pedem equipe suficiente, mistura rápida e aplicação contínua, para evitar marcas. A mistura muda de sistema para sistema: uma ficha manda levar o produto para a câmara só depois de misturado, e outra manda acondicioná-lo antes na câmara. Inverter isso compromete o trabalho, e a ficha do sistema decide.

Depois de misturada, a argamassa é lançada de imediato, com screed box ou à mão, e o acabamento é feito com desempenadeira.

Reparo com a câmara em uso

Quando o dano é localizado, existe argamassa própria para reparo. A ficha consultada indica delimitar o contorno com disco diamantado, em ângulo reto, remover as partículas soltas, secar a superfície e preencher pressionando das bordas para o centro. Essa solução vale para área pequena, conforme o limite da ficha. Dano extenso pede outra conta, como mostra remendo ou recuperação.

O revestimento não resolve tudo

Uma das fichas consultadas separa o que não é falha do revestimento: condensação, infiltração de umidade, deficiência de drenagem e formação de gelo no substrato estão ligadas ao projeto, à execução civil e à operação. Se a causa está aí, o piso novo sofre o mesmo. Por isso o diagnóstico vem antes.

O que definir antes de especificar

  • Qual é a temperatura da câmara? Ela define o sistema.
  • A câmara pode parar? Isso muda a logística.
  • O dano é localizado ou geral? Reparo e revestimento são caminhos diferentes.
  • Há gelo ou umidade sob o piso? A causa vem antes do material.

Para conhecer os sistemas, veja a página de revestimentos resinados. Para avaliar a sua câmara, peça o diagnóstico gratuito.