A argamassa epóxi é uma mistura de resina epóxi com agregados que tem dois usos no piso: revestir áreas com alto desgaste e reforçar bordas de juntas. Não é a argamassa polimérica, que é cimentícia. O Grupo SPP separa os dois sistemas no diagnóstico.

Os dois usos

Uso O que é Onde as fichas citam
Revestimento Camada argamassada sobre a base Metal-mecânica, automobilística, oficinas de máquinas pesadas, siderurgia, têxtil
Reforço de junta Argamassa com agregados minerais e metálicos no lábio da junta Tráfego de empilhadeira de rodas rígidas e impactos frequentes

Como revestimento

Depois do preparo mecânico e da imprimação, a argamassa é lançada sobre o primer em estado de gel, à mão ou com screed box. A acabadora mecânica adensa até a superfície ficar compacta. O sistema pede um acabamento por cima, escolhido pelo tráfego, pela estética, pela agressão química e pela temperatura.

Por ser epóxi, ele amarela com os raios UV, e as fichas consultadas indicam ambiente interno, como explica por que o epóxi amarela.

No reforço de juntas

O reforço recompõe a borda que sofre com a roda da empilhadeira. A sequência das fichas consultadas é esta:

  • Corte. Serra na largura e na profundidade definidas, reto e paralelo à junta.
  • Abertura do canal. Martelete leve ou talhadeira, sem lascar as paredes, que ficam a 90° do fundo.
  • Limpeza. Escova de aço, aspirador ou soprador e etanol. O resultado depende muito dela.
  • Lançamento. A argamassa é pressionada contra as paredes e o fundo do canal.
  • Reabertura. A junta precisa voltar a trabalhar.

Esse último passo é o mais importante. A junta alivia a tensão entre as placas, e o reforço não pode impedir isso. As fichas descrevem dois caminhos: cortar depois, no eixo central, ou deixar um perfil separador no lançamento. Uma delas atribui a maior parte dos problemas em reforço de lábio à limpeza e à reabertura tardia.

Depois do corte, a junta recebe selante flexível ou semirrígido.

A sequência acima vem das fichas técnicas. O lábio polimérico é um material tricomponente de base epóxi e não tem relação com a argamassa polimérica, que é cimentícia.

Na SPP, ele é feito de duas formas:

  • A mais recomendada e mais aplicada. Remove-se a largura necessária para corrigir o esborcinamento dos dois lados, com profundidade de cerca de 2,5 cm. Quando é preciso ir mais fundo, o berço é completado com graute, com EPS no meio para trabalhar a dilatação. Depois se instala fórmica.
  • Outra forma. O berço de 2,5 cm é completado em toda a largura, e depois se cortam os 2,5 cm com serra clipper, criando uma nova junta, tratada com selante PU de shore 30, 40 ou o especificado. A recuperação em geral está em junta esborcinada e trinca.

Os limites

  • Base. As fichas costumam pedir ao menos 1,0 MPa ao arrancamento, e a umidade da base tem limite próprio.
  • Sol. Revestimento de epóxi fica em ambiente interno.
  • Temperatura. Parte das fichas orienta fazer o preenchimento em período de temperatura baixa, com as juntas mais abertas, em um dos métodos de execução.
  • Causa. Se as placas se movem, a borda reforçada recebe o mesmo esforço.

O que definir antes de especificar

  • O problema é a área ou a junta? A resposta define o uso.
  • Que roda passa ali? Roda rígida muda a conta.
  • A junta está ativa? Isso define a reabertura.
  • A área pega sol? Veja epóxi, PU ou uretano.

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