Dá para revestir um piso de asfalto com um sistema feito para ele. Revestimento comum é pensado para concreto, e o asfalto se movimenta de outro jeito. Por isso a ficha técnica consultada descreve um sistema híbrido de resinas, compatível com o asfalto e aplicado em camadas. O Grupo SPP avalia o estado do pavimento antes de considerar esse caminho.
Para que serve
O sistema é indicado para a recuperação de pavimentos asfálticos, em áreas cobertas ou descobertas. A ficha o descreve como capaz de acompanhar as movimentações do asfalto, com resistência mecânica, flexibilidade e boa resistência a danos por derramamento de combustível e de produtos químicos. O acabamento pode ser liso ou antiderrapante.
Essa descrição vem de uma única ficha técnica. Antes de especificar, vale conferir o sistema que será usado, como explica como ler uma ficha técnica de piso.
As camadas
| Camada | Função | Como é aplicada |
|---|---|---|
| Base | Primeira camada, feita para o asfalto | Desempenadeira ou rodo, seguida de rolo de lã de pelo curto |
| Agregado | Quartzo aspergido sobre a base ainda úmida | Aspersão, com remoção do excesso depois da cura |
| Acabamento | Superfície final, de fácil limpeza | Raspado e rolado, ou somente rolado |
| Proteção | Camada para área descoberta | Entra conforme a área |
O sistema tem três ou quatro produtos, conforme o lugar. A quarta camada é a proteção que a ficha pede para área descoberta. Em área coberta, ela pode não entrar.
Como o asfalto é preparado
- Sólido. O pavimento não pode estar esfarelando.
- Sem buracos. Os buracos são corrigidos antes do sistema.
- Rugoso. A ancoragem vem de processo mecânico, como fresagem, ou de outra forma que deixe a base áspera.
- Limpo. Se houver contaminação, a superfície passa por limpeza com desengraxante.
- Com a umidade da ficha. A base precisa estar dentro do limite indicado.
O consumo da base varia com o estado do pavimento. Por isso a ficha recomenda testes de consumo na própria área.
Como é aplicado
A mistura é mecânica, na ordem dos componentes, até ficar homogênea. A base é espalhada e rolada logo em seguida, e o agregado entra com ela ainda úmida. Depois da cura, o excesso de agregado sai, e o acabamento é espalhado e rolado de imediato.
A base tem secagem rápida, o que reduz o tempo entre as camadas. A liberação segue a ordem de tráfego leve, tráfego pesado e cura final, e cada camada tem o seu prazo.
Os limites
- Temperatura. A ficha define a faixa de aplicação, com mínimo e máximo.
- Produto químico. O sistema não deve ter contato com químicos antes da cura completa.
- Pavimento comprometido. Asfalto que esfarela não é base para o sistema, e o problema vem primeiro.
O que definir antes de especificar
- A área é coberta ou descoberta? Isso muda o número de camadas.
- Como está o pavimento? Buracos e esfarelamento mudam o escopo.
- O que cai no piso? Combustível e produto químico entram na conta.
- Liso ou antiderrapante? O uso define o acabamento.
O preparo de piso de concreto é outro assunto, em preparo da base antes do revestimento. Para conhecer os sistemas, veja a página de revestimentos resinados. Para avaliar o seu pavimento, peça o diagnóstico gratuito.