Para proteger o piso de uma sala de bateria de empilhadeira, escolha o revestimento pela agressão que a área recebe e trate o derrame de eletrólito como parte da rotina. Numa obra para a Amazon, em Cajamar/SP, o Grupo SPP usou autonivelante de uretano com acabamento em PU na área de baterias, com 1.000 a 1.200 m².

Por que essa área pede outra conta

A HSE, autoridade britânica de saúde e segurança no trabalho, registra que as baterias costumam levar soluções com ácido sulfúrico ou hidróxido de potássio, químicos muito corrosivos. Na bateria de chumbo-ácido, a mais comum entre as recarregáveis de grande capacidade, a preocupação com o piso é o ácido. Se a sua frota usa outro tipo de bateria, a conta parte do que ela tem.

O concreto é vulnerável a esse contato por causa da química do cimento. Uma dissertação da PUC-Rio sobre degradação do concreto por ácido sulfúrico descreve o caminho: o ácido reage com o hidróxido de cálcio da pasta de cimento e forma gesso, uma camada esbranquiçada que se desprende com facilidade. Quando ela sai, surge concreto novo para o ácido atacar. A reação seguinte pode formar etringita, e os dois processos são expansivos: aumentam as tensões internas e podem abrir fissuras.

A dissertação estudou sobretudo o ácido de origem biogênica, em ensaios de laboratório, não piso de sala de bateria. O que vale aqui é a química: ácido e pasta de cimento não convivem bem.

O que definir antes de escolher o piso

Pergunta Por que importa
A bateria é trocada ou completada na sala? Mostra onde o eletrólito pode cair
Com que frequência há derrame? Separa o contato eventual da agressão constante
Como o derrame é lavado? Define a rotina da área e o que corre pelo piso
Por onde a água de lavagem escoa? Aponta o caminho que o ácido percorre, inclusive juntas e ralos
Quanto a empilhadeira circula ali? O revestimento também responde ao manuseio

O tipo de revestimento se escolhe pelo manuseio e pela agressão da área. Por isso a resposta vem do diagnóstico, que é gratuito e não obriga a contratar a execução.

A rotina faz parte da proteção

O revestimento não substitui a estrutura da área. A norma americana da OSHA para empilhadeiras pede que a carga de baterias aconteça em áreas designadas, com meios para lavar e neutralizar o eletrólito derramado, proteção contra incêndio, proteção do carregador contra choque dos veículos e ventilação para dispersar os gases. É uma regra dos Estados Unidos, útil aqui como lista de conferência.

Na limpeza comum, o cuidado é parecido: produto ácido e piso de concreto formam a mesma combinação, como explica o artigo sobre ácido no piso polido.

Quando o concreto polido não é a resposta

Em áreas sujeitas a agressão química, a SPP usa um endurecedor com um percentual de PU compatível com cimento na formulação, para maior proteção. Em casos mais extremos, ela não recomenda lapidação nem polimento diamantado. O recomendável passa a ser resina uretano, epóxi ou PU, conforme o tipo de agressão.

Concreto polido e revestimento não disputam a mesma resposta para o galpão inteiro. A comparação entre os dois está em concreto polido ou epóxi.

O que foi feito na Amazon

Nos centros de distribuição da Amazon, em Cajamar/SP, a SPP foi contratada pela construtora Diase, em solução completa, e cada CD teve o seu sistema:

Área Sistema Área tratada
Baterias Autonivelante de uretano com acabamento em PU 1.000 a 1.200 m²
Recepção e refeitório, em outro CD Super Piso Platina 850 m²

A área de baterias e a recepção recebem agressões diferentes, e por isso não levam o mesmo piso.

Se a sua sala de bateria já mostra desgaste, manchas ou piso esfarelando, trate o sintoma como ponto de partida. Peça o diagnóstico antes de definir o revestimento.