O piso costuma poder ser recuperado quando o problema está na superfície. Quando está na estrutura, a demolição entra na conta. A aparência sozinha não decide: na primeira obra de lapidação do Grupo SPP, um piso de 40 a 50 anos, com juntas de pranchões de madeira apodrecidos, ficou. Na quadra do Colégio Canadense, os problemas estruturais levaram à demolição.

Dois pisos, duas respostas

Ponto Primeira obra Colégio Canadense
Situação Piso de 40 a 50 anos, antigo armazém Quadra poliesportiva com problemas estruturais consideráveis
Área 3.000 m² 400 m²
Decisão A SPP não aceitou demolir Demolição e piso novo
Resultado Lapidação, com uso novo de call center Concretagem, Super Piso Prata e demarcação em PU

Na primeira obra, a lapidação foi escolhida por ser a única solução compatível com as outras frentes no prazo de 60 dias, como conta o caso da primeira obra. Na quadra, tratar a superfície não resolveria o que estava errado, e a história da demolição à demarcação mostra a obra inteira.

O que costuma pesar a favor de recuperar

Problemas de superfície têm caminhos sem demolição. As faixas Prata e Platina removem a argamassa no desbaste, trabalham no concreto e têm poder de correção da superfície muito maior: corrigem patologias e melhoram a planicidade. Foi assim no galpão de Cesário Lange, com 1.800 m², em que a obra removeu delaminação, pó e desagregação e aplicou Super Piso Platina.

Juntas e trincas também não condenam o piso por si só. A recuperação faz parte da lapidação em praticamente todas as obras, ou pode ser feita isoladamente, em recuperação pontual.

O que a recuperação não resolve

Há limites claros para o tratamento de superfície:

  • Problema estrutural. Foi o caso da quadra. Essa avaliação vai além da superfície, e o tratamento dela não corrige a estrutura.
  • Nivelamento. O desbaste corrige planicidade, não nivelamento. Se o problema é a inclinação do piso em distâncias maiores, ele não resolve.
  • Agressão química extrema. Lapidação e polimento deixam de ser a recomendação. O caminho passa por resina uretano, epóxi ou PU, conforme o tipo de agressão.

O tratamento também não aumenta a resistência estrutural do concreto. Ele cuida da superfície, e a resistência do concreto é medida em corpo de prova.

As perguntas antes da decisão

Pergunta Por que importa
Qual é a causa? O que se vê é sintoma, e a solução responde à causa
O problema está na superfície ou na estrutura? É o que mais pesa entre recuperar e demolir
Qual é a extensão? Define reparo pontual ou trabalho na área toda
O que o uso novo vai exigir? O piso se avalia pelo que ele precisa suportar
Quanto tempo a obra tem? Na primeira obra, o prazo pesou na escolha

Demolir é uma decisão difícil de desfazer. Por isso ela merece o mesmo cuidado de qualquer especificação: diagnóstico antes de solução. O artigo sobre diagnóstico explica como o trabalho anda.

Se alguém já falou em demolir o seu piso, peça o diagnóstico gratuito. Você recebe as alternativas viáveis, com custo, prazo, risco e durabilidade de cada uma, inclusive as que a SPP não executa.